Província de Inhambane: com um universo de 42%, de casos de utentes barrados no acesso aos Cuidados de Saúde em Função da Indumentária

 Utentes e Usuários de várias Unidades Sanitárias (US) do país continuam a ser barrados e negados o acesso aos serviços de saúde devido à indumentária ou aparência.

A conclusão consta da III Pesquisa de Monitoria da Implementação do Despacho Ministerial sobre Eliminação da Barreira da Indumentária no Acesso às Unidades Sanitárias, realizado pelo Observatório Cidadão para Saúde (OCS)  entre Março e Abril de 2022. Os resultados do estudo foram apresentados esta quarta-feira (14.09) pela Coordenadora do Centro de Análise de Política em Saúde do OCS, Clélia Pondja Liquela.

Coordenadora do Centro de Análise de Política em Saúde do OCS, Clélia Pondja Liquela.
Coordenadora do Centro de Análise de Política em Saúde do OCS, Clélia Pondja Liquela.

O estudo – realizado no âmbito do projecto Sou Cidadão – abrangeu 77 Unidades Sanitárias, tendo-se inquirido 462 utentes em quase todo o país faz menção a blusas de alças, com decote e costas nuas; saias e vestidos acima dos joelhos; calções; chinelos; penteado de cabelo dreadloks, rastas e outros como sendo as principais barreiras para acesso aos cuidados de saúde. Ou seja, as vestes mencionadas são consideradas inapropriadas para se frequentar o Serviço Nacional de Saúde.

A pesquisa constatou ainda que um número significativo dos inquiridos (47,2%), desconhece a existência da Circular porque nunca teve acesso ao documento.

“Estes dados evidenciam que a medida ainda carece de mecanismos de divulgação para que seja do domínio público, incluindo os profissionais de saúde”, lê-se na pesquisa.

Dos 462 utentes entrevistados em todo o país, 63 afirmaram ter sido ser barrados, contra 399 que não foram barrados. Todavia, a Província de Inhambane, com um universo de 42, apresenta o maior número de casos de utentes barrados com um total de 21 casos e, em contrapartida, apresenta 21 casos de pessoas que não são barradas. “Em segundo lugar, temos a província de Tete com 9 casos de utentes barrados; Províncias de Sofala e Niassa, cada uma com 8 casos; Nampula com 3 casos; Gaza com 2 e, por fim, Cidade de Maputo e Cabo Delgado com nenhum (0) caso de barramento, na presente monitoria.”

 

“À semelhança dos dados obtidos no anterior relatório (II Pesquisa de Monitoria), a província de Nampula não registou nenhum caso de barramento”, acrescenta o estudo.

Estes indicadores, segundo o estudo, provavelmente tenham que ver com o facto de a presente pesquisa ter abarcado mais US´s, não somente de carácter urbano, mas igualmente de localizadas em zonas periurbanas e rurais.

Ainda de acordo com os dados da pesquisa, em todas as províncias persiste a necessidade de se implementar estratégias robustas de divulgação e massificação da implementação da Circular, criando-se espaço para mecanismos de denúncia para quem descumprir com as normas plasmadas no documento em alusão.

Estes dados indicam igualmente que maior parte dos utentes inqueridos, um total de 312, teve acesso à informação através da comunicação social. No entanto, um universo de 150 utentes ainda desconhece a existência da medida da Circular a nível do SNS.

Relativamente ao nível de conhecimento dos funcionários do sector da saúde acerca da existência da medida da Circular em vigor, os dados indicam que 76,6% dos provedores admite desconhecer a medida.  Por sua vez, 23,4% representa o número de provedores que têm conhecimento sobre a existência da Circular. As discrepâncias existentes nos números evidenciam que não se trata apenas de falta de conhecimento da existência da Circular. Ou seja, a situação tem igualmente a ver com a ausência de estratégias claras e eficazes para a implementação da medida.

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Agostinho Muchave https://tv.jornalvisaomoz.com

Agostinho Julião Muchave ou simplesmente Agostinho Muchave, é um cidadão moçambicano, nascido em Massinga, Inhambane, a 13 de Novembro de 1986. Muchave, cresceu em Maputo cidade e província onde chegou nos princípios de 1988 com sua família que fugia da pobreza absoluta e dos conflitos militares que assolavam aquela região da zona sul do país.
Em Maputo, Agostinho Muchave, teria encontrado refúgio junto de sua família com apoio de alguns conhecidos de seu pai(Julião Nhiuane Gemo Muchave), após residir na residência de seus avós maternos na cidade de Maputo(Alto-Maé), por mais de 4 anos. Muchave apesar de ter nascido no meio à guerra de desestabilização do país provocada pela Renamo, conseguiu sobreviver e como muitos jovens tem muito por contar.
Muchave, diferente de muitas crianças da época, só conseguiu estudar numa escola oficial aos 10 anos, fazendo a 1ª classe. Aliás no mesmo ano em que o mesmo entra para escola, faz duas classes sendo uma por cada semestre chegando ao ano de 1997 já na terceira classe. “Frequentei aquelas duas classes no mesmo ano porque a escola estava a fazer experiência, sendo que eramos os alunos de primeira via e com idade muito superior, viu-se a instituição puxar-nos e também experimentar outro nível pois era uma escola da igreja Católica”, conta.
Muchave, fez o seu ensino primário em diversas escolas devido a falta de vagas na altura para estudar numa escola pública, mas em 1999 consegue a proeza e em 2003 entra para o ensino técnico profissional, fazendo seu nível técnico em serralharia Mecânica no Instituto Industrial e Comercial da Matola, donde só saiu nos finais de 2006. Frustrado em 2007 por não ter conseguido fazer o curso de professor devido a falta de fundos, Muchave decide ir atrás do seu sonho de Adolescência, “fazer rádio”.
Ainda no ano de 2007, Agostinho Muchave acompanhado do seu amigo e vizinho Nélio Nairrimo, saem com destino a Rádio Trans Mundial, onde vieram a conseguir vaga para aprender e estagiar em matérias de Jornalismo Básico, Edição e Produção bem como apresentação de programas e radionovelas.
A experiência foi muito boa até que em agosto de 2008 Agostinho Muchave, sai junto do seu amigo da Rádio Trans Mundial e abraçam a recém formada Rádio Cidadania(100.9FM). Naquela rádio cruzam com o gestor da mesma João da Silva Matola, que em troca de produzirem Gingles da Rádio e Publicidades, continuam sua carreira como parceiros e colaboradores da mesma.
A parceira só viria a durar 4 meses, sendo em 2009, Agostinho Muchave decide abraçar uma nova área profissional, passando a trabalhar como assistente de contabilidade e estafeta de uma empresa sedeada aqui em Maputo, pertencente a uma família indiana.
Agostinho Muchave, trabalhou por 6 meses e o bicho de rádio tomou conta dele que dispensava algum tempo para continuar a gravar radionovelas na Rádio Cidadania isso ainda em 2009. Mesmo fascinado em ganhar dinheiro, Muchave decide em 2011 após uma série de eventos insatisfatórios abraçar a comunicação como seu único meio até que Deus o tenha. No ano 2011 em Agosto, Muchave volta a Rádio Cidadania, esta que já estava num endereço novo além do da Marien Ngoabi, e por lá fica Chefe do Departamento de Marketing e Publicidade e daí continua a produção de programas, bem como auxiliando o seu companheiro de trincheira Nélio Nairrimo na área técnica.
Agostinho Muchave, curioso e criativo, começou seu interesse pela Electrotecnia, chegando a fazer formação Online na matéria, com tutores do Brasil em Diagnóstico e Reparação de equipamentos informáticos. Agostinho Muchave, para além de ser responsável de Marketing e Publicidade na Rádio, colaborou também para a Associação Moçambicana para Promoção da Cidadania que é proprietária da Rádio Cidadania como assistente de Comunicação e Imagem durante 2 anos.
Agostinho Muchave para de Ser Jornalista é produtor de programas de rádio, música, roteirista de radionovelas, trabalho que o faz profissionalmente desde 2014. Agostinho Mcuchave após seu percurso com ONG´s e rádios, em Maio de 2013 entrou para a Rádio Voz Coop, a qual é colaborador até a data actual. No meio deste percurso de Rádio Jornalista, formado no nível Médio, fez uma formação em Finanças Públicas, Contabilidade Geral e Financeira, Género e Mulher, WebDesigner, Indesigner, Gestor de Redes Sociais e Criador de Aplicativos usando várias linguagens informáticas e softwares, tendo criado várias rádios online de Moçambique e Websites de diversas instituições e respectivas redes sociais, engajadas e em funcionamento.
Devido a sua peculiar curiosidade pela Tecnologia, Agostinho Muchave, está neste momento a desenhar uma rede social aliada o novo projecto em busca de financiamento denominado Visão Novo Moçambique Tv & Rádio. No recente projecto, o jovem comunicador busca a popularização da liberdade de opinião e imprensa através da internet num país onde as políticas ainda se negam a oficializar os canais de rádio e tv bem como jornais pela internet, “negando assim a liberdade de imprensa e expressão como se pretende no país”.
“A tomada de qualquer decisão sobre as políticas e o futuro de cada cidadão devem ser feitos de maneira informada e com conhecimento de causa e consequências. Isso eu chamo de liberdade de escolha. E não o que vivemos em que alguém comenta e é alvo de perseguição ou mesmo morto”, realça o Jornalista.
Agostinho Muchave é responsável desde 2018 pela execução e realização do Jornal Visão, uma entidade registada em Moçambique em nome de Cátia Mondlane, que viu o empenho do jovem e o entregou para a gestão aquele órgão de informação. Muchave, já colaborou com várias instituições públicas e privadas e continua fazendo esse trabalho na área de design e formação em matérias de comunicação e jornalismo como é o caso do Instituto Superior Gwaza Muthini, Ministério do Interior(Relações Públicas) e diversos jornais como GENERUS, NÓS, Visão, GWAZANEWS, BOLETINS DAS DIRECÇÔES PROVINCIAIS DE SAÚDE e com outras ONG´s como é o caso do CIP, REDE DA CRIANÇA, Associação dos Defensores dos Direitos da Criança, Óptica Vista Alegre, Southland Waters e muio mais.
Não pode caber em dez parágrafos a história e percurso de um homem cuja capacidade é inestimável e o conhecimento é vasto.

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