Segundo Procuradoria de Pemba: Jornalista do PINNACLE NEWS tem conexão com o terrorismo

Dados preliminares tornados públicos pela Procuradoria Provincial de Pemba, em Cabo Delgado, indicam que o jornalista, foi detido como civil e indiciado na prática de crimes conexos aos de terrorismo e recolha de informação para práticas de actos terroristas.

“O indivíduo detido não foi por ser jornalista ou por exercer a actividade de jornalismo, ele foi detido como um cidadão em conexão com o crime de terrorismo, com particular destaque para recolha de informação para prática de actos terroristas.”

Segundo o procurador, o tratamento e a sua detenção, são sustentados pelos factos que são mencionados e ligando ao mesmo. Chissale, foi detido pelo comando Distrital de Balama, que terá recebido, segundo conta o procurador, uma denúncia dando conta de que havia um indivíduo que estava a poucos quilómetros da sede do distrito que se dirigia a uma instância turística e pretendia arrendar todos os quartos. “Na negociação com o proprietário, este indivíduo, exigia que assim que o negócio fosse concluído, todos os quartos fossem imediatamente desocupados porque ele pretendia trazer pessoal de sua confiança, incluindo pessoal destinado à sua protecção e pessoal armado”, conta.

Adiante, na narração das autoridades, o jornalista, segundo consta dos autos devidamente elaborados, terá procurado saber da rotina e presença das unidades policiais naquele local em se hospedaria. “Procurou saber com que frequência, o distrito era protegido com enfoque para polícia”.

A procuradoria Provincial conta também que o jornalista, foi frequentando instituições públicas do distrito, incluindo o Comando Distrital, onde também fazia filmagens e fotografias. O jornal Visão Moçambique, escutou todo pronunciamento da Procuradoria, onde aponta que durante o interrogatório preliminar feito, terá o repórter do PINNACLE NEWS afirmado estar em Balama para exercer uma actividade sigilosa relacionada com a elevação da vila de Balama à categoria de município e o seguimento do tal interrogatório, o mesmo alterou o discurso dizendo que estaria no local cumprindo agenda de um partido da oposição “que abstemo-nos de mencionar”, e que a actividade era de natureza “sigilosa”.

No seguimento das informações e interrogatórios, o jornalista terá, segundo relatos do Procurador de Pemba, dito que era “jornalista” e chamado a provar, este terá mostrado uma credencial passada pelo Comando Provincial da PRM de Nampula alegadamente assinada e carimbada pelo Director da Ordem, com validade até 20 de Dezembro de 2020, e, no entender das autoridades da justiça de Pemba, o documento falso ou não, estava fora do prazo, sendo o único que sustentava ser Arlindo Chissale jornalista.

O procurador de Pemba, justificou ainda que devido à onda de instabilidade que se vive naquele extremo norte do país, desde ataques surpresas de terroristas, dando o exemplo do caso recente do distrito de Namuno.

“Posso assegurar aqui que a detenção deste cidadão, obedeceu estritamente à lei. Não se trata de uma detenção ilegal, não se trata de uma detenção destinada a outro fim que não seja a justiça. E no caso concreto, em situações desta natureza o que a Lei Processual Penal exige é que hajam indícios fortes do cometimento de um crime e que haja receio de fogo. Este indivíduo de acordo com o que sabemos não é residente de Balama, não tem ligações conhecidas com a comunidade e de acordo com os factos contidos no acto de notícia estavam preenchidos todos os requisitos exigidos pela lei para que fosse detido”, esclareceu o procurador acrescentando que após ser lavrado o auto pela polícia foi dado a conhecer ao ministério público, que, dando o devido tratamento já se pronunciou, remetendo os autos ao Tribunal para efeitos do primeiro interrogatório.

Questionado se há provas, o Procurador terá respondido na fase onde o processo se encontra, é que hajam indícios de cometimento do crime para a sua detenção e esses elementos existem de que ele praticou os crimes de que é indiciado. “A certeza jurídica de que determinada pessoa praticou um crime só se alcança depois do julgamento e só pode ser depois do consignado na sentença”.

Para o crime de terrorismo o julgado e culpado é condenado a pensa entre 16 e 20 anos e 8 e 20 anos para os crimes de terrorismo e recolha de informação para práticas de actos terroristas.

Sobre a incomunicabilidade do jornalista, o Procurador diz que a instituição que representa naquela parcela do país, não tem conhecimento mesmo sobre actos de violação dos seus direitos fundamentais relativos à alimentação.

Sobre a representação do jornalista a um partido da oposição e o questionamento do tal partido, a procuradoria diz que não compete ainda ter essas informações, podendo estas serem ou não inclusas no andamento do processo, ou mesmo em sede do tribunal.

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Agostinho Muchave https://tv.jornalvisaomoz.com

Agostinho Julião Muchave ou simplesmente Agostinho Muchave, é um cidadão moçambicano, nascido em Massinga, Inhambane, a 13 de Novembro de 1986. Muchave, cresceu em Maputo cidade e província onde chegou nos princípios de 1988 com sua família que fugia da pobreza absoluta e dos conflitos militares que assolavam aquela região da zona sul do país.
Em Maputo, Agostinho Muchave, teria encontrado refúgio junto de sua família com apoio de alguns conhecidos de seu pai(Julião Nhiuane Gemo Muchave), após residir na residência de seus avós maternos na cidade de Maputo(Alto-Maé), por mais de 4 anos. Muchave apesar de ter nascido no meio à guerra de desestabilização do país provocada pela Renamo, conseguiu sobreviver e como muitos jovens tem muito por contar.
Muchave, diferente de muitas crianças da época, só conseguiu estudar numa escola oficial aos 10 anos, fazendo a 1ª classe. Aliás no mesmo ano em que o mesmo entra para escola, faz duas classes sendo uma por cada semestre chegando ao ano de 1997 já na terceira classe. “Frequentei aquelas duas classes no mesmo ano porque a escola estava a fazer experiência, sendo que eramos os alunos de primeira via e com idade muito superior, viu-se a instituição puxar-nos e também experimentar outro nível pois era uma escola da igreja Católica”, conta.
Muchave, fez o seu ensino primário em diversas escolas devido a falta de vagas na altura para estudar numa escola pública, mas em 1999 consegue a proeza e em 2003 entra para o ensino técnico profissional, fazendo seu nível técnico em serralharia Mecânica no Instituto Industrial e Comercial da Matola, donde só saiu nos finais de 2006. Frustrado em 2007 por não ter conseguido fazer o curso de professor devido a falta de fundos, Muchave decide ir atrás do seu sonho de Adolescência, “fazer rádio”.
Ainda no ano de 2007, Agostinho Muchave acompanhado do seu amigo e vizinho Nélio Nairrimo, saem com destino a Rádio Trans Mundial, onde vieram a conseguir vaga para aprender e estagiar em matérias de Jornalismo Básico, Edição e Produção bem como apresentação de programas e radionovelas.
A experiência foi muito boa até que em agosto de 2008 Agostinho Muchave, sai junto do seu amigo da Rádio Trans Mundial e abraçam a recém formada Rádio Cidadania(100.9FM). Naquela rádio cruzam com o gestor da mesma João da Silva Matola, que em troca de produzirem Gingles da Rádio e Publicidades, continuam sua carreira como parceiros e colaboradores da mesma.
A parceira só viria a durar 4 meses, sendo em 2009, Agostinho Muchave decide abraçar uma nova área profissional, passando a trabalhar como assistente de contabilidade e estafeta de uma empresa sedeada aqui em Maputo, pertencente a uma família indiana.
Agostinho Muchave, trabalhou por 6 meses e o bicho de rádio tomou conta dele que dispensava algum tempo para continuar a gravar radionovelas na Rádio Cidadania isso ainda em 2009. Mesmo fascinado em ganhar dinheiro, Muchave decide em 2011 após uma série de eventos insatisfatórios abraçar a comunicação como seu único meio até que Deus o tenha. No ano 2011 em Agosto, Muchave volta a Rádio Cidadania, esta que já estava num endereço novo além do da Marien Ngoabi, e por lá fica Chefe do Departamento de Marketing e Publicidade e daí continua a produção de programas, bem como auxiliando o seu companheiro de trincheira Nélio Nairrimo na área técnica.
Agostinho Muchave, curioso e criativo, começou seu interesse pela Electrotecnia, chegando a fazer formação Online na matéria, com tutores do Brasil em Diagnóstico e Reparação de equipamentos informáticos. Agostinho Muchave, para além de ser responsável de Marketing e Publicidade na Rádio, colaborou também para a Associação Moçambicana para Promoção da Cidadania que é proprietária da Rádio Cidadania como assistente de Comunicação e Imagem durante 2 anos.
Agostinho Muchave para de Ser Jornalista é produtor de programas de rádio, música, roteirista de radionovelas, trabalho que o faz profissionalmente desde 2014. Agostinho Mcuchave após seu percurso com ONG´s e rádios, em Maio de 2013 entrou para a Rádio Voz Coop, a qual é colaborador até a data actual. No meio deste percurso de Rádio Jornalista, formado no nível Médio, fez uma formação em Finanças Públicas, Contabilidade Geral e Financeira, Género e Mulher, WebDesigner, Indesigner, Gestor de Redes Sociais e Criador de Aplicativos usando várias linguagens informáticas e softwares, tendo criado várias rádios online de Moçambique e Websites de diversas instituições e respectivas redes sociais, engajadas e em funcionamento.
Devido a sua peculiar curiosidade pela Tecnologia, Agostinho Muchave, está neste momento a desenhar uma rede social aliada o novo projecto em busca de financiamento denominado Visão Novo Moçambique Tv & Rádio. No recente projecto, o jovem comunicador busca a popularização da liberdade de opinião e imprensa através da internet num país onde as políticas ainda se negam a oficializar os canais de rádio e tv bem como jornais pela internet, “negando assim a liberdade de imprensa e expressão como se pretende no país”.
“A tomada de qualquer decisão sobre as políticas e o futuro de cada cidadão devem ser feitos de maneira informada e com conhecimento de causa e consequências. Isso eu chamo de liberdade de escolha. E não o que vivemos em que alguém comenta e é alvo de perseguição ou mesmo morto”, realça o Jornalista.
Agostinho Muchave é responsável desde 2018 pela execução e realização do Jornal Visão, uma entidade registada em Moçambique em nome de Cátia Mondlane, que viu o empenho do jovem e o entregou para a gestão aquele órgão de informação. Muchave, já colaborou com várias instituições públicas e privadas e continua fazendo esse trabalho na área de design e formação em matérias de comunicação e jornalismo como é o caso do Instituto Superior Gwaza Muthini, Ministério do Interior(Relações Públicas) e diversos jornais como GENERUS, NÓS, Visão, GWAZANEWS, BOLETINS DAS DIRECÇÔES PROVINCIAIS DE SAÚDE e com outras ONG´s como é o caso do CIP, REDE DA CRIANÇA, Associação dos Defensores dos Direitos da Criança, Óptica Vista Alegre, Southland Waters e muio mais.
Não pode caber em dez parágrafos a história e percurso de um homem cuja capacidade é inestimável e o conhecimento é vasto.

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